sábado, 12 de novembro de 2011
Atenção ao Presente
Absorver novas tecnologias no ritmo em que vivemos é um desafio de aprendizagem constante. Dentre tantas ferramentas emergentes, acabamos por não aproveitar todo potencial à nossa disposição antes de substituir nossa parafernalha eletrônica. Ora, manter-se atualizado na corrida digital custa considerável porção de tempo e dinheiro. Reside aqui, o ponto de reflexão do cidadão, em que confronta suas necessidades reais e suas ostentações com cyber-parafernalhas.
Antes de aceitar as projeções tendenciosas do futuro digital e incrivelmente interativo, que nos salta aos olhos, cabe-nos discutir sua utilidade e viabilidade. O vídeo divulgado pela Microsoft, circula pelo site e canal de vídeos, Youtube, que também detém espaço para comentários, sugestões e reações contabilizadas entre positiva e negativa. Hoje, 12 de agosto de 2011, sob o presente vídeo, destacam-se comentários adversos às previsões da Microsoft.
"As pessoas parecem infelizes e estéreis. Como fantasmas cruzando as vidas uns dos outros. (...) Eu apoio a tecnologia que me aproximará de eu mesmo e de outros... não acho que este anúncio retrate isso./The people look unhappy and sterile. Like ghosts walking through each-others lives. Worker bees trapped in little bubbles of self absorption. I embrace technology that will bring me closer to myself or others.... I don't think this advert portrays that(...)"
"Tecnologia deveria facilitar a vida, não complica-la. (...) Integrar e humanizar. Não saturar nossas vidas com tecnologia só porque podemos /Technology should make life simpler, not more complicated. (...) Integrate and humanize. Don't saturate our lives with technology just because we can"
O desenvolvimento não requer que façamos obsoletas as ferramentas de que dispomos em lugar a novas criações, ou meras variações mais atrativas. Através do questionamento sobre nosso futuro ideal, deviamos considerar mais o presente antes de novos planos.
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
Nostalgia da Infância
sábado, 29 de outubro de 2011
Política é piada e humor é assunto sério
Mas fica a questão: será que essa situação merecia esse circo todo? O Brasil é um dos únicos países onde políticos são considerados piadas e humoristas são levados à sério. Temos muitos casos em que nossa imprensa fez tempestade em copo d’água e só serviu para dar cinco minutinhos de fama a quem não merecia; quer um exemplo? Geyse Arruda! Ficou famosa por conta de seu vestidinho rosa e corre o boato que pretende candidatar-se a algum cargo público. Alguém duvida que ela pode conseguir se eleger?
Depois de Tiririca ganhar milhões de votos, eu não duvido de mais nada, mas voltando ao assunto, admiro o Rafinha Bastos, pois é um rapaz inteligentíssimo, pode ter feito um comentário de mau gosto, mas atire a primeira pedra quem nunca fez. Até Boris Casoy, considerado um dos melhores âncoras da TV brasileira, brincou com a situação dos garis. A grande diferença está na importância que é dada ao que pessoas famosas falam ou deixam de falar.
As pessoas deveriam dar mais importância a assuntos que realmente irão afetá-las, como a política do país e a situação da educação e saúde pública e menos valor ao que celebridades falam e fazem.
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Testemunha da sombra
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Que que é, vai encarar?
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Crônica "Levando o amigo à forca"
Querem mandar para o céu um pobre cão do Boqueirão, bairro em Santos, acusado assassino violento. Um cocker, vitimado ao proteger seu dono, teria detido a fúria insana do pitbull, réu com histórico de agressões.
Em meio a esse maniqueísmo, moradores do bairro rogam pela condenação do cão, indiferentes às responsabilidades do dono. Igualmente ao dono do pitbull, a maioria apenas lamenta a fatalidade. Porém, quem sobressai às opiniões é um grupo impiedoso, ao exigir a vida do animal. Donas de casas e simpatizantes agitam uma infundada e fugaz comoção pelo sacrifício do animal, quase remetendo ao código de Hamurabi e sua demanda “olho por olho, dente por dente.”
Só mesmo indivíduos intelectualmente fossilizados para clamar uma insesatez dessas, e ainda sob preceitos como os da era babilônica. Um animal em fuga é responsabilidade do dono, que deve responder pelas suas ações, afinal é uma escolha consciente cuidar de uma criatura irracional no meio da cidade. Apesar disso, tem sido imperceptível a muitos moradores a quem cabe a responsabilização do ocorrido, ao dono. Que fique claro pelo menos agora.
Que o dono do pitbull seja responsabilizado sim, mas não condenado à forca pelos atos do bicho. A lei impõe o controle por coleira e focinheira aos animais, e seu não cumprimento acarreta em multa, como divulgado em alguns jornais desde o ocorrido. Entretanto, a morte do cocker ainda sustenta um pedido de justiça cabida com o sacrifício do animal violento. Como diversos outros impasses morais da democracia, essa resolução fica a cargo dos donos destes animais, os quais resolverão entre si, um pela perda sofria do companheiro fiel, e outro pela perda a sofrer de um companheiro fujão.
O melhor amigo do homem certamente não merece a pena de morte. Ainda mais injusto é não ter quem pelo mesmo interpele a defesa diante uma comoção que busca fazer justiça a sua conveniência.