A Microsoft produziu recentemente, uma simulação do futuro próximo, 2019, e previsões da tecnologia aplicada em nossas rotinas. Traduções eletrônicas simultâneas, smartphones cumprindo cada vez mais funções, e, principalmente, interatividade digital por todos os lados. No entanto, será mesmo este o meio de vida que esperamos?
Absorver novas tecnologias no ritmo em que vivemos é um desafio de aprendizagem constante. Dentre tantas ferramentas emergentes, acabamos por não aproveitar todo potencial à nossa disposição antes de substituir nossa parafernalha eletrônica. Ora, manter-se atualizado na corrida digital custa considerável porção de tempo e dinheiro. Reside aqui, o ponto de reflexão do cidadão, em que confronta suas necessidades reais e suas ostentações com cyber-parafernalhas.
Antes de aceitar as projeções tendenciosas do futuro digital e incrivelmente interativo, que nos salta aos olhos, cabe-nos discutir sua utilidade e viabilidade. O vídeo divulgado pela Microsoft, circula pelo site e canal de vídeos, Youtube, que também detém espaço para comentários, sugestões e reações contabilizadas entre positiva e negativa. Hoje, 12 de agosto de 2011, sob o presente vídeo, destacam-se comentários adversos às previsões da Microsoft.
"As pessoas parecem infelizes e estéreis. Como fantasmas cruzando as vidas uns dos outros. (...) Eu apoio a tecnologia que me aproximará de eu mesmo e de outros... não acho que este anúncio retrate isso./The people look unhappy and sterile. Like ghosts walking through each-others lives. Worker bees trapped in little bubbles of self absorption. I embrace technology that will bring me closer to myself or others.... I don't think this advert portrays that(...)"
"Tecnologia deveria facilitar a vida, não complica-la. (...) Integrar e humanizar. Não saturar nossas vidas com tecnologia só porque podemos /Technology should make life simpler, not more complicated. (...) Integrate and humanize. Don't saturate our lives with technology just because we can"
O desenvolvimento não requer que façamos obsoletas as ferramentas de que dispomos em lugar a novas criações, ou meras variações mais atrativas. Através do questionamento sobre nosso futuro ideal, deviamos considerar mais o presente antes de novos planos.
sábado, 12 de novembro de 2011
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
Nostalgia da Infância
A infância de antigamente, não tinha maldade, eram momentos de pura ingenuidade. Tempos bons eram aqueles, onde tudo encantava e os pensamentos fantasiosos transbordavam magia.
Uma época em que poucos brinquedos existiam, mas a imaginação fluía e divertia. As árvores eram torres de castelos encantados, a caixa de areia, um grande forte de batalha, e tantas outras fantasias que faziam tudo se transformar em alegria nos finais de tarde.
Brincar, correr, esconder-se, ser rei ou rainha, mãe ou filho, no nosso mundo de criança tudo era permitido, não havia medo, dor nem preconceito, tínhamos o mundo em nossas mãos, éramos felizes e não sabíamos. Hoje, apesar de toda tecnologia e realismo que os brinquedos possuem, pois, andam, falam, comem, fazem rir, as crianças não se divertem como antigamente.
Todos querem diversão, mas não sabem onde encontrar, e buscam na tela de um computador aquilo que se pode criar, elas não sabem ser crianças, aquelas de verdade, que tinham em suas mentes brincadeiras "arquivadas", era só falar: "Vamos brincar!", que todos sabiam como e onde se encontrar.
Pega-pega, pique-esconde, amarelinha e sete pedras eram essas as brincadeiras que nos faziam sonhar. Tínhamos muitos amigos com os quais podíamos compartilhar nossas alegrias, frustrações e sonhos. A amizade era olho no olho, ríamos e de vez em quando brigávamos, mas sempre fazíamos as pazes e voltamos a brincar.
Contudo, atualmente, muitas crianças não se relacionam muito bem com outras, não possuem a essência de compartilhar bons momentos, tampouco brincam como antes, pois a infância cedeu lugar à tecnologia.
Estas só querem saber de celular, iPod, notebook, XBox e coisas do gênero. Acabamos perdendo nossas crianças para o mundo atual, que lhes tira a infância dando-lhes como prêmio obesidade, colesterol alto, agressividade, depressão e individualidade, tornando-as pessoas arrogantes.
Não há nada de mal em desfrutar da modernidade, mas é essencial que as crianças desfrutem do convívio com as outras, que possibilitará a interação e o aprendizado de valores importantes com a solidariedade, o respeito e a amizade.
Enfim, a criança não pode perder sua essência de ingenuidade, de curiosidade, de acreditar na fantasia, de ser simplesmente feliz.
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